Dez horas e cinquenta e um minutos.
Hoje tive uma ideia. O onibus não estava tão cheio - não tanto quanto a minha cabeça costuma estar de ideias - e no meio de tantas ideias embaralhadas que me custam tanto colocar em ordem, uma nasceu esperneando para que não ficasse de lado naquele time das ideias que aguardam a hora de serem colocadas em campo. Não! Essa ideia veio de forma diferente e veio impondo seu espaço e clamando por atenção.
Simplesmente há tempos queima em mim a vontade de reviver o artista que dorme, o quase-poeta, o quase-compositor, o quase-ator, o quase-eu... Mas eu ando tão cheio de mim que esqueço de me lembrar quem sou e ando tão cheio de coisas pra fazer que esqueço de fazer o que mais me agrada. Pois então que a batuta volte a cortar os ares, que o os versos voltem a manchar o papel e que simplesmente eu possa ser eu no final do dia, quando tudo que me resta é a noite pra descansar, pois amanhã, sim, já amanhã tudo recomeça e não há como fugir.
Porém, planto agora em minhas noites um espaço-tempo mais que perfeito, para poder partilhar com aqueles que gosto e que virei a gostar, um pouco de mim e de tudo que me rodeia.
Só que hoje, depois de anos rabiscando folhas e arranhando cordas de um violão qualquer, o meu maior anseio não é apenas escrever, não é apenas cantar. Hoje, depois de tanto tempo, anseio ser lido, anseio ser ouvido.
Então, hoje nessa calorosa noite de primavera, jogo minhas primeiras palavras nesse recanto já nomeado e quando for lido e carinhosamente comentado quem sabe na noite seguinte novas palavras apareçam por aqui...
Onze horas e quarenta e três minutos.

Um comentário:
Merengueeeeeeeeeeeeeee to aki pronta pra ouvir td o que você tem pra dizer! Pode começar =]
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